Depois de décadas de espera, de instalações que deveriam ter sido provisórias e que acabaram por marcar gerações de alunos, Cascais tem finalmente uma nova escola secundária, moderna, preparada para o presente e pensada para o futuro. Mas esta obra representa muito mais do que a construção de um novo equipamento escolar. Representa a concretização de um compromisso político assumido perante os cascalenses.
Porque governar é também isto: assumir compromissos, definir prioridades, enfrentar dificuldades e cumprir.
Durante anos, a necessidade de substituir a velha Escola Secundária de Cascais era evidente. O problema arrastava-se, os anos passavam e a solução tardava. Como tantas vezes acontece quando uma responsabilidade está repartida entre diferentes níveis da Administração Pública, havia sempre uma razão para esperar, uma competência para invocar ou uma decisão para adiar. Cascais decidiu não esperar.
A Câmara Municipal assumiu este projeto como uma prioridade e tomou para si a responsabilidade de encontrar uma solução para um problema que se arrastava há demasiado tempo. Fê-lo porque entendeu que, independentemente das competências formais de cada administração, havia uma responsabilidade política que não podia ser ignorada: garantir melhores condições de aprendizagem às crianças e jovens do concelho.
Foi um claro sinal de comprometimento com uma educação melhor em Cascais.
E é precisamente por isso que esta escola deve ser encarada também como um exemplo de cumprimento de um objetivo eleitoral. Uma promessa só tem verdadeiro valor quando deixa de ser uma frase num programa e passa a ser uma realidade concreta na vida das pessoas.
A nova Escola Secundária de Cascais deixa de ser uma promessa e passa a ser património da comunidade. Um espaço onde mais de mil alunos poderão aprender, crescer e preparar o seu futuro com condições muito diferentes daquelas que existiam até agora.
É uma mudança profunda. Não apenas para os estudantes, mas também para professores, funcionários, famílias e para toda a comunidade envolvente.
E há, neste processo, uma pessoa cujo papel merece ser particularmente destacado. Nuno Piteira Lopes, desde a primeira hora, foi um dos principais impulsionadores deste projeto. Acompanhou o processo, defendeu a necessidade de uma nova escola e ajudou a manter este objetivo no centro da ação política da autarquia. Agora, enquanto presidente da Câmara Municipal, tem a responsabilidade e a satisfação de ver concretizada uma obra que ajudou a impulsionar desde o início.
O Presidente sabe, por isso, que resultado de anos de trabalho, de decisões políticas, de planeamento, de negociação, de capacidade de ultrapassar obstáculos e, acima de tudo, de persistência são o aspeto mais importante a retirar deste momento. Quando o Estado central não conseguiu, durante décadas, dar resposta a uma necessidade evidente, a Câmara Municipal decidiu assumir uma posição diferente: em vez de se limitar a reclamar uma solução, decidiu contribuir decisivamente para que ela acontecesse.
Não se trata de negar o papel do Estado. Trata-se de reconhecer o papel que uma autarquia pode e deve desempenhar quando coloca os interesses da sua população acima da mera discussão de competências administrativas.
Essa opção política merece ser valorizada. Porque investir em Educação é investir no futuro do concelho. É acreditar que melhores escolas significam melhores oportunidades, melhores condições para aprender e, consequentemente, melhores condições para que os jovens de Cascais possam construir o seu futuro.
A nova Escola Secundária de Cascais é, por isso, muito mais do que betão, salas de aula, laboratórios ou equipamentos desportivos. É uma declaração de princípios.
Cascais esperou demasiado tempo por esta escola. Mas a espera terminou. E quando os primeiros alunos entrarem pelas portas da nova Escola Secundária de Cascais, entrarão também numa obra que simboliza uma escolha política muito concreta, a escolha de não esperar mais e de assumir a responsabilidade por uma Educação melhor no concelho.

