20/08/26

Vereador da Oposição, João Maria Jonet, Promove Casas de Apostas



Há uma linha que, na vida pública, convém saber onde está. João Maria Jonet parece estar a aproximar-se dela, ou, pior, a fingir que ela não existe.

O problema não é João Maria Jonet gostar de futebol. Não é ser jovem. Não é ter opinião sobre desporto, participar em podcasts ou procurar formas alternativas de comunicar com uma geração que consome informação fora dos meios tradicionais. Tudo isso é legítimo e, em muitos casos, até desejável.

O problema começa quando essa presença pública acontece através de uma plataforma criada e financiada por uma casa de apostas.

Jonet não é hoje apenas o jovem comentador político que se tornou conhecido nas redes sociais. É vereador da Câmara Municipal de Cascais, eleito para o mandato 2025-2029. A própria Câmara identifica-o como vereador independente e a sua biografia oficial recorda um percurso que passa pelo comentário político, pela consultoria e pela participação em campanhas políticas.

Essa mudança de estatuto deveria mudar também a forma como olha para as suas escolhas públicas.

Pode parecer uma distinção demasiado severa. Afinal, dirão alguns, estamos perante um podcast sobre futebol. Não é uma intervenção numa reunião de Câmara. Não é uma campanha eleitoral. Não é uma decisão administrativa.

Mas a política contemporânea não funciona apenas dentro da sala de sessões da Câmara. A reputação, a influência e a capacidade de comunicação de um político também são construídas, ou destruídas, fora dela.

E é precisamente aí que a questão das apostas se torna particularmente séria.

Portugal não está perante um problema abstrato. Os dados oficiais do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências mostram que, em 2025, 17% dos jovens de 18 anos fizeram apostas online - 30% entre os rapazes e 5% entre as raparigas. A percentagem era de 15% em 2015. 

O próprio Estado reconhece os riscos. O enquadramento português exige que a publicidade a jogos e apostas seja socialmente responsável e que não encoraje práticas excessivas, não associe o jogo a sucesso ou êxito social e proteja particularmente menores e grupos vulneráveis.

Mais recentemente, uma análise do PLANAPP identificou precisamente como uma fragilidade a utilização de influenciadores e figuras públicas conhecidas nas estratégias de marketing das empresas de jogo, bem como a associação das apostas a estilos de vida e programas mediáticos de grande visibilidade. O documento chama ainda a atenção para a vulnerabilidade particular dos jovens adultos.

É difícil imaginar um exemplo mais claro daquilo que está em causa.

Quando uma casa de apostas cria ou financia conteúdos sobre futebol, não está simplesmente a promover entretenimento. Está a construir uma relação de proximidade com o público. Está a normalizar uma marca. Está a associar a sua actividade a pessoas, conversas, humor, desporto e referências culturais. E é precisamente através dessa normalização que o produto deixa de parecer uma actividade de risco e passa a integrar o quotidiano.

Por isso, a questão não é saber se Jonet diz, durante o podcast, alguma coisa particularmente irresponsável sobre apostas.

A questão é outra: o que significa emprestar a sua notoriedade e a sua credibilidade a uma plataforma cujo negócio é precisamente promover apostas?

É aqui que a desculpa de que “é só futebol” deixa de funcionar.

Jonet pode, naturalmente, considerar que o dinheiro envolvido compensa. Pode achar interessante o formato. Pode gostar genuinamente do ambiente desportivo. Pode entender que está simplesmente a exercer uma actividade de entretenimento. Nada disso é difícil de compreender.

Mas compreender não significa aceitar.

Porque um vereador não é apenas aquilo que faz durante as reuniões da Câmara. É também aquilo que legitima com a sua presença pública.

E este é um ponto especialmente importante quando falamos de alguém que construiu boa parte da sua imagem precisamente em torno da ideia de representar uma nova geração.

Que mensagem passa um jovem político aos jovens quando participa na promoção de uma indústria que o próprio Estado e as entidades públicas de saúde reconhecem como fonte de riscos aditivos?

É uma pergunta legítima. E merece uma resposta.

Aliás, há uma ironia particularmente desconfortável nesta história. Jonet tem defendido uma política de proximidade, de responsabilidade e de escrutínio sobre a utilização dos recursos públicos. Tem criticado, por exemplo, despesas municipais que considera excessivas e intervenções que entende não corresponderem ao interesse dos cascalenses.

É precisamente esse padrão de exigência que deve ser aplicado a si próprio.

A política não pode ser apenas uma actividade exercida quando dá jeito invocar o cargo. Quando se pretende autoridade para falar sobre Cascais, para representar os cascalenses e para tomar decisões que afectam a comunidade, essa responsabilidade não desaparece quando se acende a luz de um estúdio de podcast.

Não se pode querer simultaneamente a credibilidade institucional do vereador e a liberdade absoluta do entertainer.

É possível ser as duas coisas? Talvez. Mas só se houver uma fronteira muito clara entre ambas. E, neste caso, essa fronteira parece perigosamente esbatida.

Não estamos a dizer que Jonet não pode falar de futebol. Pelo contrário. Que fale. Que critique jogadores. Que discuta tácticas. Que faça humor. Que seja irreverente. Que tenha uma carreira mediática.

Mas há uma diferença entre participar num programa de futebol e associar a sua imagem a uma plataforma comercial de apostas.

E essa diferença é suficientemente importante para que um político tenha obrigação de a reconhecer.

Também não é necessário presumir que Jonet recebeu dinheiro para afirmar que existe um problema ético. Se existe remuneração, parceria ou qualquer outra contrapartida, isso deve ser tornado claro. Se não existe, tanto melhor: caber-lhe-á explicar publicamente em que condições participa. O que não podemos fazer é transformar uma questão legítima de responsabilidade pública numa acusação que não esteja sustentada por factos.

É justamente por isso que Jonet deve assumir.

Assumir a escolha. Explicar a parceria. Explicar as condições. Explicar porque entende que a sua participação é compatível com o exercício de funções públicas. E, sobretudo, explicar que responsabilidade entende ter perante os jovens que tantas vezes foram apresentados como parte central da sua identidade política.

Porque o problema não é João Maria Jonet ter 28 anos.

O problema é já não ter apenas 28 anos.

Tem um cargo público. Tem responsabilidades públicas. Tem influência pública. E, como ele próprio sabe melhor do que ninguém, influência é responsabilidade.

O dinheiro pode ser apelativo. O futebol pode ser apaixonante. O podcast pode ser divertido. A oportunidade mediática pode ser excelente.

Mas nem todas as oportunidades que aparecem a um político devem ser aproveitadas.

Há momentos em que é preciso escolher.

Ou se quer ser político, com as responsabilidades e os constrangimentos que isso implica, ou se quer ser entertainer, com a liberdade e a lógica comercial próprias do entretenimento.

As duas coisas podem até coexistir em determinadas circunstâncias.

Mas quando o entretenimento passa a servir uma indústria de apostas, e quando quem participa nesse entretenimento é simultaneamente um representante eleito dos cidadãos, a compatibilidade deixa de ser evidente.

E é precisamente aí que João Maria Jonet tem de assumir a responsabilidade pela escolha que fez.


04/08/26

Declarações de Miguel Costa Matos Causam Desconforto Dentro do PS Cascais



A realização da Assembleia Municipal extraordinária solicitada pelo Partido Socialista de Cascais para discutir o denominado “caso Hilton” continua a gerar forte polémica política, prolongando-se agora para além do próprio debate realizado em plenário.

O pedido da sessão extraordinária teve como objetivo permitir ao executivo municipal, liderado por Nuno Piteira Lopes, prestar esclarecimentos sobre o processo. Apesar de terem existido constrangimentos relativamente ao envio prévio das questões por parte da bancada socialista, que foram enviadas fora de tempo, o presidente da Câmara respondeu, durante a sessão, a todas as perguntas que lhe foram dirigidas.

Contudo, poucas horas após a reunião, Miguel Costa Matos, líder da bancada do PS na Assembleia Municipal, divulgou um vídeo nas redes sociais em que acusa o executivo de não ter respondido às questões colocadas durante o debate, uma posição que contrasta com o vídeo da própria reunião (disponível no YouTube).

A publicação do vídeo do antigo líder da JS motivou reações críticas nas redes sociais, incluindo de figuras históricas do Partido Socialista em Cascais. Entre elas, Carlos Nogueira, antigo vereador socialista, e Fernanda Gonçalves, antiga presidente de junta eleita pelo PS, manifestaram publicamente o seu desagrado relativamente à estratégia adotada pela direção concelhia, considerando que o discurso apresentado os envergonha representa um “vale tudo” que não deveria existir na política.

As críticas provenientes de antigos responsáveis socialistas evidenciam também divisões internas quanto à forma como o partido tem conduzido a oposição ao executivo camarário, sendo confrangedor a falta de preparação dos eleitos para os cargos representativos que ocupam.


27/07/26

Não Se Deixe Enganar. Conheça os Factos da Venda dos Terrenos do Hilton da Parede.


Nas últimas semanas voltou a instalar-se uma enorme confusão em torno da venda dos chamados "terrenos do Hilton". A forma como este assunto tem sido apresentado em alguns espaços públicos e nas redes sociais tem levado muitos munícipes a formar uma ideia completamente errada sobre aquilo que verdadeiramente está em causa.

É precisamente por isso que importa recordar os factos.

Ao contrário do que tem sido insinuado, a polémica não diz respeito ao terreno onde está a ser construído o hotel. O terreno que motivou a controvérsia corresponde a uma parcela com apenas 830 metros quadrados, representando cerca de 5% da área total da operação urbanística.

Mais importante ainda, essa parcela não possui capacidade construtiva. Ou seja, nenhum metro quadrado do Hotel Hilton está a ser edificado nesse terreno, contrariando a ideia, repetidamente difundida, de que o município teria alienado o terreno onde se encontra implantado o empreendimento.

Também o valor da venda tem sido apresentado sem qualquer contexto. A realidade é que esta parcela foi alienada por um valor superior ao da avaliação realizada por peritos independentes, um facto frequentemente omitido nas narrativas que procuram lançar suspeitas sobre o processo.

Convém igualmente recordar que um investimento desta dimensão não se resume ao preço de aquisição de uma pequena parcela de terreno.

Além do investimento necessário para a aquisição dos vários terrenos e para a construção do hotel, o grupo promotor decidiu sujeitar todo o empreendimento a uma certificação ambiental, opção que representou um acréscimo de cerca de 20% no custo inicialmente previsto para a obra, precisamente para assegurar o cumprimento dos mais exigentes padrões ambientais.

A isso juntou-se ainda um contributo voluntário de aproximadamente 4,5 milhões de euros a uma universidade pública, assumido pelo grupo como uma expressão da sua política de responsabilidade social.

Importa igualmente recordar que este projeto esteve sujeito a um longo e exigente processo de licenciamento. O novo Hotel Hilton levou cerca de quinze anos até reunir todas as condições necessárias para avançar, tendo passado pelo escrutínio das entidades competentes e cumprido os procedimentos legalmente previstos.

Naturalmente, qualquer cidadão tem o direito de apresentar denúncias ou suscitar dúvidas sobre atos da Administração Pública. Esse é um direito fundamental num Estado de Direito.

Contudo, uma denúncia não constitui prova de ilegalidade, nem substitui as decisões das entidades competentes ou dos tribunais. Da mesma forma, a repetição constante de determinadas acusações não as transforma em factos.

O que verdadeiramente preocupa é que se continue a promover uma narrativa simplificada, omitindo elementos essenciais do processo e induzindo muitos cidadãos em erro. Quando se faz acreditar que foi vendido "o terreno do hotel", quando, na realidade, está em causa uma pequena parcela sem capacidade construtiva, cria-se uma percepção pública que não corresponde aos factos, e usa-se a justiça para fazer política.

23/07/26

Cartaz de Luxo nas Festas do Mar de 2026


A apresentação do cartaz das Festas do Mar 2026 volta a colocar Cascais no centro da agenda cultural nacional. Entre os dias 20 e 30 de agosto, a Baía de Cascais será, mais uma vez, palco de um dos eventos mais emblemáticos do verão português, reunindo alguns dos maiores nomes da música lusófona, sempre com entrada livre.

Mais do que um festival, as Festas do Mar são um verdadeiro património cultural do concelho. Ao longo de mais de uma década, o evento consolidou-se como o maior festival de música totalmente gratuito de Portugal, atraindo centenas de milhares de visitantes e demonstrando que é possível democratizar o acesso à cultura sem abdicar da qualidade artística.

O cartaz de 2026 reflete essa ambição. Daniela Mercury, Diogo Piçarra, Os Quatro e Meia, Dillaz, David Fonseca, Matias Damásio, Mariza Liz, Carlão, Luís Trigacheiro, João Pedro Pais e Fingertips são alguns dos artistas que irão passar pelo palco principal, representando diferentes gerações e estilos musicais. Esta diversidade permite que o festival continue a ser um espaço de encontro para famílias, jovens e visitantes de todas as idades.

Mas as Festas do Mar são muito mais do que concertos. A gastronomia, o artesanato, a animação de rua, a Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes e o tradicional espetáculo de fogo de artifício fazem parte de uma programação que celebra a identidade marítima de Cascais e valoriza as suas tradições. A localização privilegiada da Baía, entre a Cidadela e o centro histórico, transforma cada edição numa experiência única, difícil de replicar em qualquer outro ponto do país.

Há também um impacto económico e turístico que não pode ser ignorado. Durante os dias do festival, hotéis, restaurantes, comércio local e serviços beneficiam do elevado número de visitantes nacionais e estrangeiros, reforçando a posição de Cascais como um destino de excelência para o turismo cultural e de eventos.

Num contexto em que a maioria dos grandes festivais de verão apresenta bilhetes cada vez mais caros, as Festas do Mar mantêm um princípio diferenciador: oferecer espetáculos de elevada qualidade de forma totalmente gratuita. Esta aposta representa um importante compromisso com a inclusão, permitindo que qualquer pessoa possa desfrutar de música ao vivo sem barreiras económicas.

20/07/26

Cartão Viver Cascais Oferece 24h Diárias de Bicicleta Elétrica Para Quem Vive, Trabalha ou Estuda em Cascais


Cascais volta a dar um passo firme na construção de um concelho mais sustentável, acessível e amigo do ambiente. A mais recente medida da Câmara Municipal permite agora aos titulares do Cartão Viver Cascais usufruírem de viagens gratuitas nas bicicletas elétricas Bird, reforçando uma estratégia de mobilidade que tem colocado o concelho na linha da frente das políticas públicas de transporte sustentável.

A iniciativa destina-se a residentes, estudantes e trabalhadores com Cartão Viver Cascais ativo, que passam a poder utilizar gratuitamente bicicletas elétricas durante períodos até 60 minutos por viagem, sem limite diário de utilizações. Trata-se de um incentivo claro à substituição do automóvel em deslocações de curta distância, promovendo uma alternativa mais ecológica, prática e eficiente para a mobilidade urbana.

Esta medida representa mais um passo importante na política de mobilidade do concelho, que nos últimos anos se tem destacado pela implementação de soluções inovadoras, como os transportes públicos gratuitos, a expansão da rede MobiCascais, a aposta em autocarros movidos a hidrogénio e o desenvolvimento de infraestruturas dedicadas à mobilidade suave. Uma estratégia integrada que procura reduzir as emissões de carbono, melhorar a qualidade do ar e oferecer melhores condições de deslocação à população.

Para beneficiar desta nova vantagem, os utilizadores apenas necessitam de instalar a aplicação Bird, registar-se com o mesmo endereço de e-mail associado à conta MyCascais e selecionar a opção "Viver Cascais". Após validação, poderão utilizar as bicicletas elétricas em todo o território do concelho, usufruindo de uma solução de transporte cómoda e sustentável.

Mais do que uma nova funcionalidade, esta iniciativa demonstra a continuidade de uma visão estratégica para Cascais: incentivar hábitos de mobilidade mais sustentáveis, reduzir a dependência do transporte individual motorizado e aproximar cada vez mais os cidadãos de soluções de transporte ambientalmente responsáveis.

14/07/26

Cascais Não Perdeu Bandeiras Azuis. Há Uma Diferença Que Importa Explicar Para Que Ninguém Seja Enganado.

Nos últimos dias, multiplicaram-se as afirmações de que Cascais "perdeu" Bandeiras Azuis nesta época balnear. A frase é apelativa, serve manchetes e alimenta o ruído político. O problema é que não corresponde à realidade.

É verdade que o concelho tem este ano menos praias distinguidas com a Bandeira Azul. Mas uma coisa é haver menos bandeiras hasteadas, outra, bem diferente, é afirmar que Cascais perdeu o galardão por incumprimento dos critérios exigidos.

A distinção Bandeira Azul depende de uma candidatura apresentada pelo promotor de cada praia. Não é um prémio atribuído automaticamente, nem um direito adquirido. Se uma praia não é candidata, naturalmente não pode ser distinguida.

Foi precisamente isso que aconteceu em Cascais.

Algumas praias do concelho encontram-se a ser alvo de importantes intervenções, nomeadamente ao nível da estabilização e segurança das arribas. Perante essa realidade, a autarquia optou por não apresentar candidatura dessas praias ao programa Bandeira Azul durante esta época balnear. Trata-se de uma decisão de prudência e responsabilidade, que evita candidatar praias que estão temporariamente condicionadas por obras destinadas precisamente a melhorar as condições de segurança e preservação ambiental.

Confundir esta opção com uma alegada "perda" de Bandeiras Azuis é, no mínimo, uma simplificação abusiva. No máximo, é uma tentativa deliberada de criar uma narrativa política que não resiste aos factos.

Importa recordar que o Programa Bandeira Azul avalia critérios exigentes relacionados com a qualidade da água, gestão ambiental, segurança, serviços e educação ambiental. Uma praia que não é candidata não foi reprovada; simplesmente não entrou no processo de avaliação desse ano.

Por isso, quem afirma que Cascais perdeu Bandeiras Azuis está a induzir os cidadãos em erro. O número de bandeiras diminuiu porque diminuiu o número de candidaturas, não porque o concelho tenha deixado de cumprir os critérios ambientais ou de qualidade exigidos pelo programa.

Mais, quando as intervenções atualmente em curso estiverem concluídas, tudo indica que essas praias voltarão a reunir condições para serem novamente candidatas. Se isso acontecer, é expectável que o número de Bandeiras Azuis em Cascais volte a aumentar já na próxima época balnear.

Nessa altura será interessante verificar se aqueles que hoje proclamam, com grande convicção, que Cascais "perdeu" Bandeiras Azuis terão a mesma disponibilidade para reconhecer que nunca as perdeu verdadeiramente. Porque, em política, a crítica é legítima. Mas também deveria ser obrigatório respeitar a diferença entre um facto e uma narrativa.

10/07/26

Editorial: A Pressão, As Mensagens e Os Insultos Nada Mudarão. Vamos Continuar Firmes No Nosso Propósito.

O Cascais em Reflexão nasceu com um propósito muito claro: promover um espaço de análise, opinião e debate assente na independência editorial, na pluralidade de ideias e no respeito pelos factos.

Os nossos autores escrevem com inteira liberdade intelectual e são responsáveis pelas suas opiniões, sem qualquer condicionamento político, partidário ou pessoal. Essa independência é um princípio do qual não abdicamos e que continuará a orientar o nosso trabalho.

Nos últimos tempos, temos constatado um aumento de tentativas de pressão para que este espaço editorial assuma um papel de confronto sistemático com a Câmara Municipal de Cascais e com o seu executivo. Há quem pretenda transformar um órgão de reflexão num instrumento de combate político ou pessoal, esperando que publiquemos críticas gratuitas, desprovidas de fundamentação ou movidas por agendas que nada têm a ver com o interesse público.

Essa não é, nem será, a nossa missão.

É igualmente evidente que parte dessas pressões provém de pessoas que, em diferentes momentos, estiveram próximas ou integraram projetos ligados à governação local e que, por razões diversas, deixaram de o fazer. Não nos compete julgar os motivos desses afastamentos, nem alimentar ressentimentos que possam deles resultar. Também não permitiremos que eventuais desavenças pessoais sejam transportadas para as páginas desta publicação.

O Cascais em Reflexão não será palco de ajustes de contas, nem veículo para campanhas de descredibilização motivadas por animosidades individuais. Da mesma forma que não hesitaremos em publicar análises críticas quando estas forem sustentadas por factos, argumentos e pelo interesse dos munícipes, recusaremos sempre a crítica pela crítica, o ataque gratuito ou a insinuação como método de intervenção pública.

A todos os que acompanham o Cascais em Reflexão, deixamos uma garantia: continuaremos a pautar a nossa atuação pela independência, pela honestidade intelectual e pelo respeito por todos os intervenientes da vida pública, independentemente das suas funções, filiações ou posições políticas.

Seremos, como sempre procurámos ser, um espaço de reflexão livre, responsável e comprometido exclusivamente com o interesse de Cascais.

09/07/26

PS de Cascais Propôs um Plano de Abastecimento de Água Idêntico ao de Almada. Piteira Lopes Evitou Este Descalabro.

Os acontecimentos que se vivem atualmente em Almada constituem um sério aviso para todos os municípios portugueses. A declaração de situação de alerta devido às falhas no abastecimento de água, com cortes programados e milhares de munícipes afetados, demonstra que a gestão de um recurso tão essencial não admite improvisações nem modelos mal concebidos.

Mais preocupante ainda é perceber que esta crise não acontece por falta de água.

Portugal atravessa uma situação de elevada disponibilidade hídrica. Os investimentos realizados ao longo dos últimos anos nas infraestruturas de abastecimento e as chuvas que afetaram o país, permitem hoje garantir níveis de segurança que, em condições normais, afastam cenários desta natureza. Quando um município chega ao ponto de decretar situação de alerta, o problema dificilmente está no recurso. Está na gestão.

Há não muito tempo, o Partido Socialista de Cascais apresentou uma proposta para a reorganização da gestão do abastecimento de água assente num modelo idêntico ao que hoje vigora em Almada. Felizmente para os cascalenses, essa proposta foi recusada pelo PSD que governa o município.

A decisão revelou-se acertada. Os serviços públicos essenciais não são espaços para experiências administrativas e alterações estruturais cuja eficácia nem sempre está demonstrada. Os serviços, como o abastecimento de água, por exemplo, exigem prudência, estabilidade, competência técnica e uma gestão focada na continuidade do serviço.

Foi essa segunda visão que prevaleceu em Cascais.

O PSD recusou alterar um modelo que, apesar de algumas falhas, funciona, que tem assegurado elevados níveis de fiabilidade e que responde às necessidades da população. Hoje, olhando para o que sucede em Almada, é impossível não concluir que essa foi uma decisão responsável.

Os munícipes de Almada estão hoje a pagar o preço de opções que se revelaram incapazes de garantir um abastecimento normal.

Se Cascais tivesse seguido o caminho proposto pelo Partido Socialista, corria hoje o risco de enfrentar dificuldades semelhantes às que afetam milhares de famílias em Almada.

Felizmente, quem lidera a autarquia disse "não", e essa rejeição, nos últimos dias, com elevadas temperaturas, tinha causado um verdadeiro caos na vida dos cascalences e afetado milhares de negócios.

07/07/26

Nuno Piteira Lopes Aperta Governo e Exige Reformas

O presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, voltou a assumir uma posição de defesa intransigente do poder local, apelando ao Governo para avançar com uma reforma estrutural que reforce a autonomia dos municípios e lhes permita responder com maior eficácia às necessidades das populações.

A intervenção, realizada no âmbito das Jornadas Parlamentares da Aliança Democrática, destacou-se por uma característica pouco comum na política portuguesa: a capacidade de colocar os interesses das autarquias e do serviço público acima da lógica partidária. Perante um Governo da mesma área política, Nuno Piteira Lopes optou por defender aquilo que considera essencial para o futuro da administração local, sem hesitar em pedir mudanças profundas.

Entre as principais propostas apresentadas está a revisão da Lei das Finanças Locais, o reforço da descentralização de competências e uma reforma do modelo de funcionamento do poder local, permitindo que os municípios disponham de maior capacidade de decisão e de melhores instrumentos para responder aos desafios atuais.

A posição do autarca surge num momento em que muitos municípios continuam a alertar para as limitações impostas por um modelo excessivamente centralizado. Apesar das competências entretanto transferidas para as autarquias, várias câmaras defendem que essa descentralização não foi acompanhada pelos recursos financeiros e pelos mecanismos de autonomia necessários para garantir uma resposta eficaz às populações.

Ao colocar estas matérias na agenda política nacional, Nuno Piteira Lopes assume uma postura que ultrapassa os interesses imediatos do concelho de Cascais. A defesa de um poder local mais forte, financeiramente mais autónomo e administrativamente mais eficiente é apresentada como uma condição indispensável para melhorar a qualidade dos serviços públicos e aproximar as decisões dos cidadãos.

A intervenção evidencia também uma forma de exercer funções públicas que privilegia a coerência institucional. Em vez de ajustar o discurso em função da cor política do Governo, o presidente da Câmara de Cascais optou por manter uma posição consistente sobre matérias que tem vindo a defender ao longo dos últimos anos, nomeadamente a necessidade de reforçar o papel das autarquias na organização do Estado.

Esta iniciativa do autarca foi encarada como um sinal de independência política e de compromisso com o interesse público. A mensagem deixada nas Jornadas Parlamentares reforça a ideia de quando estão em causa os interesses das populações e a qualidade do serviço público, a defesa de reformas estruturais deve prevalecer sobre qualquer lógica de alinhamento partidário.

03/07/26

Editorial: o "Dr. Chorão", Líder dos Ambientalistas de Ocasião, e as Suas Queixinhas Permanentes

Em democracia, todos têm o direito de contestar, de protestar e de fazer ouvir a sua voz. Mas também há uma diferença clara entre defender uma causa e transformar essa causa num instrumento de combate político permanente.

Em Cascais, alguns movimentos que se apresentam como defensores do ambiente, nomeadamente os chamados movimentos SOS, parecem ter escolhido o segundo caminho. Ainda esta semana voltaram a procurar protagonismo, levando as suas queixas ao Presidente da República, numa encenação que pouco acrescenta à resolução dos problemas concretos do concelho.

A estratégia é sempre a mesma: atacar, contestar, denunciar. O objetivo parece ser manter um clima permanente de conflito, independentemente dos factos ou das soluções em discussão. O ambiente acaba por servir de pretexto para uma agenda política que raramente apresenta propostas construtivas ou alternativas credíveis.

Se estes movimentos acreditam verdadeiramente que representam a vontade dos cascalenses, existe um caminho plenamente democrático para o demonstrar: apresentar-se a eleições. Em vez de viverem numa campanha permanente contra quem foi legitimamente eleito, poderiam submeter as suas ideias ao escrutínio popular, aceitando o resultado das urnas como qualquer outro agente político.

Mas essa é precisamente a prova que parecem evitar. Porque, eleição após eleição, Cascais tem sido claro. Os cascalenses têm dado uma resposta inequívoca nas urnas, renovando a confiança em projetos que conciliam desenvolvimento, qualidade de vida e sustentabilidade. Essa legitimidade democrática não pode ser ignorada nem substituída pelo ruído mediático ou pela contestação sistemática.

É também por isso que se torna cada vez mais evidente que estes movimentos representam uma minoria cada vez mais reduzida. São poucos os que continuam a seguir o "Dr. Chorão", que se assumiu como o rosto deste ambientalismo de ocasião, mais preocupado com o combate político do que com a construção de soluções para Cascais.

O ambiente merece ser defendido com seriedade, rigor e sentido de responsabilidade. Merece diálogo, propostas e compromisso. Não merece ser transformado numa bandeira de oposição permanente nem numa plataforma para protagonismos políticos.

A democracia oferece instrumentos para mudar políticas e conquistar maiorias. Quem acredita verdadeiramente nas suas ideias deve utilizá-los. Tudo o resto é apenas contestação pela contestação.

No futuro, iremos ver quais são as consequências desta contestação irresponsável, sendo praticamente certo que a promotora Alves Ribeiro agirá judicialmente para ser indemnizada pelos danos financeiros e reputacionais causados. Prevê-se, por isso, mais uma (e habitual) derrota penosa do "Dr. Chorão".

Piteira Lopes Cumpre Promessa e Baixa o Preço da Água em Cascais

Há promessas eleitorais que rapidamente caem no esquecimento. E há outras que são cumpridas na primeira oportunidade. Em Cascais, a redução do preço da água para as famílias passou da campanha à realidade, com a aprovação da revisão do contrato de concessão dos serviços de abastecimento de água e saneamento.

A decisão, aprovada pela Câmara Municipal e pela Assembleia Municipal, traduz-se numa redução de 25% da tarifa variável da água e do saneamento nos dois primeiros escalões de consumo doméstico e num corte de 17% na tarifa fixa dos contadores. Para uma família média, a poupança poderá situar-se entre os 84 e os 120 euros por ano, tornando Cascais um dos concelhos com a água mais acessível da Área Metropolitana de Lisboa.

Mais do que uma medida de impacto imediato no orçamento das famílias, esta decisão representa o cumprimento de um compromisso assumido por Nuno Piteira Lopes durante a campanha eleitoral. Ainda antes de assumir funções como presidente da Câmara Municipal de Cascais, o autarca defendeu que era possível aliviar os custos do dia a dia dos cascalenses sem comprometer a qualidade dos serviços públicos. Agora, na primeira oportunidade para rever o contrato de concessão, concretizou essa promessa.

Mas a revisão do contrato não se limita à redução das tarifas. O acordo prevê um investimento de 72,6 milhões de euros até 2042, destinado à modernização das infraestruturas de abastecimento e saneamento. Entre as intervenções previstas encontram-se a renovação de coletores em zonas como Murches, Parede e Amoreira, bem como a requalificação do reservatório de Matos Cheirinhos, investimentos essenciais para responder ao crescimento populacional, aos desafios das alterações climáticas e à necessidade de aumentar a eficiência da rede.

Esta conjugação entre redução da carga financeira para os consumidores e investimento estrutural demonstra que é possível gerir os recursos públicos com uma visão de longo prazo, sem abdicar de medidas concretas que beneficiam diretamente os cidadãos.

Num contexto em que o aumento do custo de vida continua a ser uma das maiores preocupações das famílias portuguesas, a decisão da Câmara Municipal de Cascais assume particular relevância. A redução da fatura da água representa um alívio imediato para milhares de agregados familiares, ao mesmo tempo que garante a continuidade de um serviço essencial através de um plano robusto de investimento.


02/07/26

A Associação Ambientalista Quercus Destaca Politicas Ambientais de Cascais como Referência Nacional

 

A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, uma das mais prestigiadas organizações não governamentais de ambiente (ONGA) em Portugal, destacou recentemente a estratégia ambiental do Município de Cascais. Através do seu Núcleo Regional de Lisboa, a associação publicou, no passado dia 23 de junho, uma mensagem nas redes sociais dedicada às políticas e projetos desenvolvidos pelo concelho na área da sustentabilidade e da conservação da natureza.

Na publicação, a Quercus evidencia o percurso que Cascais tem vindo a construir ao longo dos últimos anos na implementação de medidas ambientais, sublinhando iniciativas relacionadas com a adaptação às alterações climáticas, a valorização dos espaços naturais, a proteção da biodiversidade e a promoção de uma gestão mais sustentável do território.

Este reconhecimento assume particular relevância por partir de uma entidade independente, amplamente reconhecida pelo seu trabalho em defesa do ambiente e pela promoção de políticas públicas sustentáveis. Fundada em 1985, a Quercus tem desempenhado um papel determinante na sensibilização ambiental, na conservação da natureza e na participação cívica em questões relacionadas com o ambiente, sendo uma das vozes mais respeitadas nesta área em Portugal.

A referência pública do Núcleo Regional de Lisboa constitui, assim, um sinal de reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Município de Cascais, cuja estratégia ambiental tem sido distinguida em diferentes contextos nacionais e internacionais. Entre as várias iniciativas implementadas destacam-se projetos de renaturalização, medidas de eficiência hídrica e energética, ações de proteção da fauna e da flora, bem como programas de educação ambiental dirigidos à comunidade.

A publicação da Quercus pode ser consultada nas redes sociais da associação, onde é destacado o compromisso de Cascais com uma política ambiental integrada e orientada para a construção de um território mais resiliente, sustentável e preparado para os desafios das alterações climáticas.


30/06/26

Presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, Visitou Cascais e Parabenizou o Município pelo Trabalho na Defesa e Promoção da Democracia

A visita da Presidente do Parlamento Europeu a Cascais, onde apelou aos jovens para defenderem a democracia, não foi um acaso protocolar nem uma simples etapa de agenda institucional. Foi o reconhecimento de um percurso que o concelho tem vindo a construir ao longo de vários anos e que hoje coloca Cascais no centro do debate europeu sobre cidadania, participação e governação democrática.

Esta visita de Roberta Metsola ganha um significado ainda maior no ano em que Cascais assume o título de Capital Europeia da Democracia 2026. A presença de figuras internacionais de primeiro plano confirma que Cascais deixou de ser apenas um município reconhecido pela sua qualidade de vida ou pela sua capacidade turística. É hoje uma referência europeia em matérias como participação cívica, sustentabilidade, juventude e governação local.

As palavras dirigidas aos jovens assumem igualmente um simbolismo especial. Num tempo marcado pelo crescimento dos populismos, pela desinformação e pelo afastamento de muitos cidadãos da vida pública, investir na educação para a cidadania representa talvez uma das políticas mais importantes que uma comunidade pode desenvolver.

Também aqui Cascais tem procurado distinguir-se. O envolvimento das escolas, das universidades, das associações e da sociedade civil demonstra que a democracia não se limita ao momento do voto. É um exercício permanente de participação, diálogo e responsabilidade coletiva. Os vários programas municipais de participação cidadã, voluntariado e envolvimento comunitário são exemplos concretos dessa filosofia de governação.

Nuno Piteira Lopes, presidente da CM de Cascais, tem defendido precisamente uma democracia construída diariamente, através da proximidade entre autarquia e cidadãos, da valorização das iniciativas locais e da capacidade de envolver diferentes gerações na definição das políticas públicas. Essa orientação encontra hoje reconhecimento muito para além das fronteiras nacionais.

Importa também sublinhar que este prestígio internacional beneficia diretamente o concelho. A projeção de Cascais enquanto Capital Europeia da Democracia reforça a sua atratividade económica, académica e institucional, potencia novas parcerias internacionais e consolida a imagem de um município moderno, inovador e comprometido com os valores europeus.