Esta visita de Roberta Metsola ganha um significado ainda maior no ano em que Cascais assume o título de Capital Europeia da Democracia 2026. A presença de figuras internacionais de primeiro plano confirma que Cascais deixou de ser apenas um município reconhecido pela sua qualidade de vida ou pela sua capacidade turística. É hoje uma referência europeia em matérias como participação cívica, sustentabilidade, juventude e governação local.
As palavras dirigidas aos jovens assumem igualmente um simbolismo especial. Num tempo marcado pelo crescimento dos populismos, pela desinformação e pelo afastamento de muitos cidadãos da vida pública, investir na educação para a cidadania representa talvez uma das políticas mais importantes que uma comunidade pode desenvolver.
Também aqui Cascais tem procurado distinguir-se. O envolvimento das escolas, das universidades, das associações e da sociedade civil demonstra que a democracia não se limita ao momento do voto. É um exercício permanente de participação, diálogo e responsabilidade coletiva. Os vários programas municipais de participação cidadã, voluntariado e envolvimento comunitário são exemplos concretos dessa filosofia de governação.
Nuno Piteira Lopes, presidente da CM de Cascais, tem defendido precisamente uma democracia construída diariamente, através da proximidade entre autarquia e cidadãos, da valorização das iniciativas locais e da capacidade de envolver diferentes gerações na definição das políticas públicas. Essa orientação encontra hoje reconhecimento muito para além das fronteiras nacionais.
Importa também sublinhar que este prestígio internacional beneficia diretamente o concelho. A projeção de Cascais enquanto Capital Europeia da Democracia reforça a sua atratividade económica, académica e institucional, potencia novas parcerias internacionais e consolida a imagem de um município moderno, inovador e comprometido com os valores europeus.


