O Cascais em Reflexão nasce da vontade de várias pessoas, todas independentes, sem ligações partidárias. Somos cascalenses de diferentes pontos do concelho, com percursos distintos, sensibilidades diferentes e experiências diversas, mas unidos pelo amor a Cascais. Acreditamos que vale a pena discutir aquilo que influencia a vida dos nossos conterrâneos.
Não somos uma estrutura política, nem pretendemos ser. Não obedecemos a cartilhas, nem alinhamos por estratégias partidárias. Partilhamos opiniões, preocupações e reflexões sobre o concelho, com total liberdade e responsabilidade individual.
Ao longo dos últimos anos, tornou-se evidente que há quem não consiga lidar com o facto de Cascais ser um concelho reconhecido em várias áreas, seja pela qualidade de vida, pela capacidade de atrair investimento, pela inovação, pela mobilidade, pela cultura ou pelo espaço público. Para alguns sectores políticos, esse reconhecimento é incómodo. Prefeririam um concelho em decadência, um território “negro”, onde o descontentamento pudesse servir de trampolim para uma tomada de assalto ao poder local.
É legítimo discordar. A democracia vive disso. O que já não é legítimo é o desprezo sistemático pelas escolhas democráticas da população. Quem não respeita os seus próprios partidos, abandonando-os quando internamente não lhes são feitas as vontades, dificilmente respeitará o povo quando tiver responsabilidades maiores.
Por isso, é curioso assistir à mutação de determinados grupos e figuras que, durante anos, procuraram esconder a sua verdadeira natureza atrás de sucessivas máscaras: independentes, ecologistas, especialistas em mobilidade, especialistas em urbanismo, especialistas em tudo e mais alguma coisa. Com o tempo, a espuma vai assentando e aquilo que sobra torna-se mais evidente o ressentimento, a frustração política e uma permanente incapacidade de aceitar que a realidade nem sempre confirma as suas narrativas.
O debate político faz falta. A crítica séria também. Cascais merece escrutínio, exigência e discussão aberta. Mas merece igualmente honestidade intelectual, elevação e respeito pelos cascalenses. É precisamente isso que procuraremos manter neste espaço.
Existe ainda uma outra realidade que importa expor. Ao longo dos anos foi-se consolidando nas redes sociais, particularmente num conhecido grupo de Facebook, uma cultura de ataque permanente, insulto organizado e tentativa de silenciamento de todos aqueles que ousam falar bem de Cascais, reconhecer mérito ao que é feito no concelho ou simplesmente não alinhar na narrativa do desastre permanente.
Nós próprios já fomos alvo disso. Comentários ofensivos, campanhas de descredibilizarão e uma constante tentativa de intimidar quem pensa diferente. Tudo isto em nome de uma suposta independência cívica que rapidamente cai por terra quando se percebe que o objetivo nunca foi discutir Cascais, mas sim desgastar tudo e todos por mero ressentimento político.
Hoje esse grupo apresenta-se sob o nome “Cascaense”, mas já foi “Juntos por Cascais” ou “Salvar Cascais” (ver imagem em baixo). Mudam os nomes, mudam os slogans, mas permanece o mesmo núcleo duro de protagonistas, o mesmo negativismo crónico e a mesma incapacidade de construir seja o que for para além da crítica destrutiva.
Infelizmente, esse espaço acabou por agregar aquilo que de pior a política local produziu nos últimos anos: oportunismo, radicalização verbal, perseguição pessoal e um permanente exercício de intoxicação do debate público.
Por isso, custa ver jovens políticos com potencial e capacidade desperdiçarem energia e credibilidade ao associarem-se a determinados projetos e determinadas figuras. O caso de João Maria Jonet é particularmente simbólico disso mesmo. Cascais precisa de novas gerações na política, de ideias frescas e de ambição positiva para o concelho, não de listas construídas em torno de ressentimentos acumulados ou de personagens que já demonstraram não merecer mais do que um simples “olá e adeus”.
No Cascais em Reflexão continuaremos a fazer precisamente o contrário.

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